segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ora, pois, camaradas!

Faz 37 anos
Que o povo celebra
A queda dos tiranos
E seu governo de merda

Portugal, ó, Portugal
Desde longos tempos idos
Oprimida por malditos
Que a fizeram um bacanal

Quantos pobres estariam
Em melhores condições
Se aqueles que os feriram
Não estivem com os patrões?

O Império Lusitano
Foi finalmente desmontado,
Mostrando em um gesto bem humano
Em 1974
Que sua gente não gostava
E muito menos apoiava
Seu imperialista ditador
E a fama de ‘colonizador’

Salazar é um cuzão!
Inimigo da humanidade
Junto com Caetano, cão!
Censurando a dignidade

Mas não pensem, bolcheviques,
Que está tudo numa boa.
Guiné-Bissau, Angola, Moçambique
Cabo Verde e até Lisboa
Sofrem agora as sequelas,
Com miséria, droga e favela
De uma coisa pior que aqueles lixos:
Um tal de “Neoliberalismo”.

Ele, com sucesso, piorou
O que já era um cocô.
Privatizou o governo ladrão,
Restaurou a inflação
Cortando gastos sociais
Em nome de ricos bacanais.
(Muito além de Berlusconi)

Mas não pensem, amigos,
Que está tudo perdido.
Estamos cercados e vigiados,
Mas nem um pouco esmagados!

Explodem pelo mundo atos,
Gritos, greves e atentados
Que repetem por todo lado:
“O sistema ‘tá errado!”

Cabe a nós, velhos de guerra
Como sempre, organizar.
Gritar “Pão, paz e terra!
Não cocaína pra cheirar!”

E novamente, na resistência,
Bradar com a força juvenil
“Salazares da presidência,
VÃO PRA PUTA QUE OS PARIU!”



Escreve-lhes um jovem do 3º Mundo em Homenagem aos Cravos.
“Os poderosos podem cortar uma, duas, até três rosas, mas não podem deter uma primavera inteira.”   -Che

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